Descubra se vale mais a pena usar fonte ATX ou SFX no seu PC em 2026
Sempre que alguém me pergunta qual é a melhor fonte para PC, percebo que a dúvida não se resume apenas a potência ou certificação. Cada vez mais, com a popularização dos gabinetes compactos, surge uma questão central: usar uma fonte ATX ou SFX?
Eu já montei computadores grandes, médios e minúsculos. E posso garantir: a escolha entre ATX e SFX vai muito além do tamanho físico. Ela impacta na organização, no desempenho térmico, na estética e até na vida útil do PC.
Neste artigo, vou compartilhar minha visão sobre essas duas categorias, explicar as diferenças, vantagens e desvantagens de cada uma, e claro, ajudar você a decidir qual fonte usar no seu setup em 2025.
O que são fontes ATX e SFX?
Antes de comparar, vamos às definições básicas:
Fonte ATX → é o padrão tradicional da indústria. Tem dimensões maiores (aprox. 150 × 86 × 140 mm), projetada para gabinetes mid-tower e full-tower.
Fonte SFX → é uma versão compacta das fontes ATX. Mede em torno de 125 × 63 × 100 mm, criada para gabinetes pequenos (Mini-ITX, micro-ATX).
Segundo o site Tom’s Hardware (2024), as vendas de fontes SFX cresceram 35% nos últimos três anos, puxadas pela popularidade de PCs compactos e builds minimalistas.
Diferença de tamanho e compatibilidade
A diferença mais óbvia está no formato físico. Enquanto a ATX é maior e cabe na maioria dos gabinetes, a SFX é projetada especificamente para gabinetes pequenos.
Comparativo rápido:
Fonte ATX → indicada para gabinetes médios e grandes.
Fonte SFX → obrigatória em gabinetes compactos.
Vale destacar que muitas fontes SFX vêm com adaptador de bracket para serem instaladas em gabinetes ATX. Isso abre a possibilidade de usar uma SFX até em gabinetes maiores, caso você queira mais espaço interno.
Potência: ATX ainda leva vantagem?
Historicamente, as fontes ATX sempre ofereceram mais potência, chegando facilmente a 1200W ou 1600W. Já as SFX eram limitadas a 450W ou 600W.
Mas em 2025, o cenário mudou bastante:
Existem fontes SFX de até 1000W (como a Corsair SF1000L).
Fontes ATX continuam dominando a faixa de 1200W a 1600W, indicadas para workstations e setups extremos.
Ou seja, hoje a limitação de potência das SFX já não é um problema para a maioria dos gamers e criadores de conteúdo.
Eficiência energética: Gold, Platinum ou Titanium?
Tanto ATX quanto SFX oferecem versões com certificação 80 Plus Gold, Platinum e Titanium.
Na minha experiência, não há diferença significativa entre os formatos quando falamos de eficiência. O que pesa mais é o nível de certificação e a qualidade da marca.
Minha recomendação pessoal: em 2025, sempre escolha pelo menos 80 Plus Gold, seja ATX ou SFX.
Instalação e organização de cabos
Esse é um ponto onde noto grande diferença na prática:
ATX → por ter mais espaço, é mais fácil lidar com a instalação, organização de cabos e fluxo de ar.
SFX → exige mais planejamento. O espaço reduzido significa que cada cabo precisa estar muito bem posicionado para não atrapalhar a ventilação.
Felizmente, a maioria das fontes SFX modernas é modular, o que ajuda bastante.
Cenários de uso: onde cada uma brilha?
Fonte ATX
PCs gamers high-end com placas como RTX 4090/5090.
Workstations de edição 8K, IA e servidores domésticos.
Usuários que querem mais espaço para upgrades.
Fonte SFX
Builds compactas (Mini-ITX, micro-ATX).
Setups minimalistas para home office.
Gamers que buscam portabilidade (lan houses modernas, PC portátil).
Comparativo ATX vs SFX
| Característica | Fonte ATX | Fonte SFX |
|---|---|---|
| Tamanho | Maior | Menor |
| Potência máxima | Até 1600W+ | Até 1000W (em 2025) |
| Eficiência | Gold, Platinum, Titanium | Gold, Platinum, Titanium |
| Instalação | Mais fácil | Requer cuidado com cabos |
| Gabinetes ideais | Mid/Full Tower | Mini-ITX / Micro-ATX |
| Preço | Geralmente menor | Pode ser mais caro |
Proteções e recursos essenciais
Independentemente do formato, eu sempre verifico se a fonte tem as principais proteções:
OVP → proteção contra sobretensão.
OCP → proteção contra sobrecorrente.
SCP → proteção contra curto-circuito.
OTP → proteção contra superaquecimento.
Além disso, em 2025 muitas fontes já vêm preparadas para PCIe 5.0, com o conector 12VHPWR — essencial para GPUs modernas como a RTX 50.
Minhas recomendações de modelos em 2025
ATX
Corsair RM850x (Gold) → equilíbrio perfeito para gamers.
Seasonic Prime TX-1000 (Titanium) → confiabilidade máxima.
Thermaltake Toughpower GF3 1200W (Gold, PCIe 5.0) → preparada para o futuro.
SFX
Corsair SF750 Platinum → a queridinha dos builds compactos.
Cooler Master V850 SFX Gold → modular, silenciosa e confiável.
Corsair SF1000L Platinum → potência absurda para um formato tão pequeno.
O que evitar
Fontes genéricas → sejam ATX ou SFX, nunca arrisque com modelos sem certificação.
Modelos antigos → sem suporte a PCIe 5.0 podem limitar upgrades.
Comprar potência a mais sem necessidade → além de mais cara, pode afetar a eficiência em cargas baixas.
Tendências em 2025
SFX dominando o segmento entusiasta → builds compactos estão em alta.
Mais fontes híbridas → alguns fabricantes lançam modelos SFX-L (ligeiramente maiores, mas ainda menores que ATX).
Fontes digitais → monitoramento em tempo real via software está se tornando padrão.
Silêncio absoluto → ventoinhas semi-passivas que só ligam em cargas altas.
Afinal qual escolher para o seu setup?
Depois de tantos testes e experiências, cheguei a uma conclusão simples:
Se você tem um gabinete mid ou full tower e quer praticidade, escolha ATX.
Se busca compacidade, design minimalista ou portabilidade, escolha SFX.
Em 2025, não existe mais a limitação de “SFX não dá conta”. Hoje já temos SFX de 1000W Platinum, capazes de alimentar até setups com RTX 4090.
No fim, a decisão é menos sobre potência e mais sobre espaço, estética e planejamento de build.
Como costumo dizer: “a fonte certa não é só sobre ligar o PC, é sobre dar a ele estabilidade, segurança e longevidade”.

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